terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - La Selva Subterrânea - Capítulo 14!

 



O que Clarissa quer dizer com “mística da participação”?

No capítulo 14 de Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés fala sobre algo que acontece quando realmente entramos em uma história.

Ela diz que, por alguns momentos, podemos deixar de observar aquela narrativa apenas “de fora” e passar a vivê-la emocionalmente por dentro. Sentimos o medo da personagem, sua angústia, sua coragem, sua perda, sua esperança.

É nesse contexto que ela menciona a chamada “mística da participação”.

A expressão vem do antropólogo francês Lucien Lévy-Bruhl e depois foi utilizada por Carl Jung. De forma simples, ela descreve momentos em que a separação entre “eu” e aquilo que estou observando fica temporariamente menos rígida.

Isso não significa perder a identidade ou deixar de saber quem somos.

Significa conseguir, por alguns instantes, entrar na experiência de outra pessoa, personagem ou realidade simbólica.

Podemos pensar em algo parecido com o que acontece durante uma escuta verdadeiramente empática.

Quando alguém nos conta uma experiência dolorosa, podemos ouvi-la apenas a partir de nós mesmas:

“Eu não reagiria assim.”

“Isso não é tão grave.”

“Ela deveria fazer outra coisa.”

Mas também podemos suspender um pouco nosso próprio ponto de vista e tentar compreender:

“Como essa experiência está sendo vivida por essa pessoa?”

Isso não significa concordar com tudo o que ela pensa ou sente. Significa conseguir sair, temporariamente, do centro da própria perspectiva para visitar a experiência do outro.

Com uma história acontece algo semelhante.

Sabemos que não somos a personagem, mas podemos nos reconhecer em alguma parte daquilo que ela vive.

Uma história sobre perda pode nos aproximar das nossas próprias perdas.

Uma história sobre medo pode nos fazer reconhecer nossos medos.

Uma história sobre resistência pode despertar em nós lembranças de momentos em que também precisamos continuar.

Depois, voltamos para nossa própria realidade.

Mas podemos voltar levando alguma compreensão nova.

É justamente esse movimento que Clarissa descreve quando fala da capacidade da mente de se afastar temporariamente do ego, entrar em outra realidade e depois retornar trazendo algo aprendido.

Mas por que Clarissa cita Lévy-Bruhl?

Aqui existe um detalhe importante.

Na nota do capítulo, Clarissa explica que Jung utilizou esse conceito a partir de ideias antropológicas do final do século XIX e início do século XX.

Naquela época, muitos estudiosos observavam povos tribais como se eles fossem muito diferentes do restante da humanidade, quase como se pertencessem a outro tipo de funcionamento psicológico.

Clarissa faz uma crítica a essa separação.

Ela lembra que esse tipo de experiência faz parte de uma continuidade humana e pode ocorrer “em qualquer lugar e com qualquer um”.

Ou seja, ela preserva a ideia da participação psíquica, mas rejeita a noção de que ela pertença apenas a povos considerados “primitivos”.

Essa capacidade é humana.

Podemos vivê-la quando ouvimos uma história, quando assistimos a um filme, quando lemos um livro ou quando escutamos profundamente a experiência de alguém.

Talvez por isso algumas histórias nos acompanhem por tanto tempo.

Elas não apenas nos contam alguma coisa.

Por alguns instantes, elas nos permitem experimentar alguma coisa.

E, quando voltamos para nós mesmas, talvez já não estejamos exatamente no mesmo lugar de antes.

Para refletir!

Você já terminou um livro, um filme ou uma conversa sentindo que compreendeu alguma coisa sobre si mesma que ninguém havia explicado diretamente para você?

Talvez seja justamente aí que uma história deixa de ser apenas uma história e começa a trabalhar dentro de nós.

Nossa próxima roda, inscrições abertas!

No dia 7 de outubro, às 15h30, pelo Google Meet, vamos conversar sobre o Capítulo 14:

La Selva Subterrânea: A iniciação na floresta subterrânea — A Donzela sem Mãos.

Vamos refletir sobre os momentos em que a vida nos leva para territórios desconhecidos, sobre a perda da inocência, a sensação de ficar sem recursos, a necessidade de continuar mesmo sem saber exatamente o caminho e a importância de reconhecer a ajuda que surge durante a travessia.


Também vamos pensar sobre resistência, transformação, autonomia e sobre como algumas experiências nos modificam profundamente.

Será um encontro de reflexão, escuta e partilha a partir de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

07de Novembro
15h30
Google Meet - se inscreva, somente pelo whatsApp 31-99122-3190.

Talvez algumas travessias nos deixem, por um tempo, sem saber como agir. Mas é justamente nesse caminho que podemos descobrir novas formas de nos sustentar, escolher e voltar a tocar a própria vida com as nossas mãos.

 🌿 Com carinho,

#mulheresquecorremcomoslobos #clarissapinkolaestés #capitulo13 #Autoconhecimento #Relacionamentos #CuraEmocional #LibertaçãoEmocional  #Reflexão #Ressignificação #BethCastrotaróloga #literaturaemocional #rodademulheressabiasefortes #reflexão #bhtarot #bethcastroterapias #rodadeconversavirtual #rodavirtual #rodademulheres #mulherajudamulher #mulherinteligente #forçafeminina #psicologiaarquetípica #vivênciastransformadoras #mulherselvagem #desapego #encerramentodeciclo #espiritualidade #pazinterior # #ProcessosDeCura #SabedoriaFeminina #Limites #Transformação   #rodaterapêutica  #saúdeemocional #psicologiafeminina #curaemocional #femininoselvagem #mulheresquesecuram #históriasdemulheres #desenvolvimentopessoal    #MulheresEmProcesso #DesenvolvimentoPessoal #FemininoSelvagem    #escutaempática #vozfeminina  #Psicologia  #Jung #MisticaDaParticipacao #LevyBruhl #Autoconhecimento  #InteligenciaEmocional #EscutaEmpatica #SaudeEmocional #PsiqueFeminina #FemininoSelvagem #MulherSelvagem #Simbolismo #Arquetipos #ContosQueCuram #HistoriasQueTransformam #Terapia #Reflexao #Consciencia #VidaInterior #BethCastro #VivenciasTransformadoras

sábado, 3 de outubro de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - Gratidão Marcas de Combate!



 Hoje foi dia de mais uma roda de Mulheres que Correm com os Lobos, e o tema que nos conduziu foi “Marcas de Combate”.

Falamos sobre as marcas que a vida deixa, sobre aquilo que atravessamos, suportamos, aprendemos e carregamos conosco depois de determinadas experiências.

Nem toda marca precisa ser escondida. Algumas contam histórias de perda, outras de resistência, outras de transformação. E muitas vezes elas revelam não apenas o que nos feriu, mas também os recursos que fomos desenvolvendo ao longo do caminho.

Foi um encontro de escuta, reflexão e partilha, em que cada mulher pôde olhar para suas próprias marcas a partir da sua história e do seu tempo.

Agradeço profundamente a todas que estiveram presentes, que compartilharam suas experiências e que ajudaram a construir mais uma roda tão significativa.

Que possamos olhar para nossas marcas não apenas como lembranças do que enfrentamos, mas também como testemunhos da mulher que continuou caminhando.


Nossa próxima roda, inscrições abertas!

No dia 7 de Novembro, às 15h30, pelo Google Meet, vamos conversar sobre o Capítulo 14:

La Selva Subterrânea: A iniciação na floresta subterrânea — A Donzela sem Mãos.

Vamos refletir sobre os momentos em que a vida nos leva para territórios desconhecidos, sobre a perda da inocência, a sensação de ficar sem recursos, a necessidade de continuar mesmo sem saber exatamente o caminho e a importância de reconhecer a ajuda que surge durante a travessia.

Também vamos pensar sobre resistência, transformação, autonomia e sobre como algumas experiências nos modificam profundamente.

Será um encontro de reflexão, escuta e partilha a partir de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

07de Novembro
15h30
Google Meet - se inscreva, somente pelo whatsApp 31-99122-3190.

Talvez algumas travessias nos deixem, por um tempo, sem saber como agir. Mas é justamente nesse caminho que podemos descobrir novas formas de nos sustentar, escolher e voltar a tocar a própria vida com as nossas mãos.

 🌿 Com carinho,

Vivências Transformadoras.

Terapeuta Integrativa & Taróloga

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - Marcas de Combate- Capítulo 13!

 



Você precisa esquecer para seguir em frente?

Existe uma ideia bastante repetida quando alguém passa por uma perda, uma decepção ou uma experiência dolorosa: para seguir em frente, seria preciso esquecer.

Mas será mesmo?

No capítulo “Marcas de combate: A participação no Clã das Cicatrizes”, Clarissa Pinkola Estés mostra uma perspectiva diferente. Algumas experiências não desaparecem da nossa história simplesmente porque o tempo passou. Certas perdas, mágoas e vergonhas podem continuar sensíveis durante muitos anos. 

Isso não significa, necessariamente, que a pessoa ficou presa ao passado.

Talvez exista uma diferença importante entre lembrar de uma dor e continuar vivendo dentro dela.

Uma ferida aberta exige atenção o tempo inteiro. Ela dói, limita, interfere diretamente na vida. Já uma cicatriz conta outra história: houve uma ferida, houve algum processo de reparação, mas aquela região pode continuar sensível.

Por isso, uma lembrança voltar a doer, e não significa necessariamente que tudo foi perdido ou que a pessoa “voltou ao começo”. Clarissa questiona justamente a ideia de que a dor deveria obedecer a um prazo determinado. Ela cita estudos sobre luto para mostrar que, depois da fase mais intensa, episódios de dor ainda podem reaparecer ao longo dos anos, embora tendam a se tornar menos frequentes e mais curtos. 

Pense em alguém que perdeu uma pessoa muito importante.

Anos depois, ela pode trabalhar, amar novamente, fazer planos, rir, viajar e construir uma nova vida. Ainda assim, uma data, uma música, um lugar ou uma lembrança pode trazer de volta uma emoção intensa.

Isso significa que ela não seguiu em frente?

Não necessariamente.

Significa que aquela pessoa e aquela experiência fizeram parte da sua história.

O mesmo pode acontecer com uma rejeição, uma separação, uma humilhação, uma escolha difícil ou uma experiência vivida na infância. A vida continua, mas algumas marcas permanecem.

Talvez o problema esteja na ideia de que seguir em frente precisa significar não sentir mais nada.

Elaborar uma experiência não é apagá-la.

É poder olhar para aquilo e reconhecer:

“Isso aconteceu comigo.”

“Isso me marcou.”

“Ainda pode doer em alguns momentos.”

“Mas isso já não ocupa toda a minha vida.”

No capítulo, Clarissa usa justamente a imagem da cicatriz para mostrar essa diferença. A cicatriz não nega a ferida que existiu. Ela também não exige que aquele lugar nunca mais doa. Ela mostra que alguma forma de reparação aconteceu ali. 

E talvez seja por isso que tentar esquecer à força nem sempre ajude.

Quando fazemos um esforço constante para apagar determinada experiência, podemos continuar organizando parte da nossa vida em torno dela: evitando assuntos, lugares, lembranças, pessoas ou sentimentos.

Integrar é diferente.

Integrar é permitir que aquilo ocupe um lugar na história, sem ocupar a história inteira.

Clarissa escreve ainda que aquilo que foi resgatado pode curar uma ferida aberta, mas deixar uma cicatriz; e essa cicatriz pode voltar a doer com as mudanças do tempo. Para ela, isso faz parte da própria natureza de algumas dores humanas. 

Por isso, talvez a pergunta não seja:

“Quando vou conseguir esquecer?”

Talvez seja:

“Que lugar essa experiência ocupa hoje dentro de mim?”

Ela ainda dirige minhas escolhas?

Ainda define quem eu sou?

Ou consigo reconhecê-la como parte da minha história, ao lado de muitas outras coisas que também me constituem?

Seguir em frente não precisa significar abandonar tudo o que ficou para trás.

Às vezes significa conseguir carregar uma lembrança sem precisar viver permanentemente dentro dela.

Porque uma cicatriz continua fazendo parte do corpo.

Mas ela já não é a ferida aberta.

Para refletir

Existe alguma experiência que você ainda tenta esquecer, quando talvez o que precise seja encontrar um lugar diferente para ela dentro da sua história?

Nossa próxima roda, inscrições abertas!

No dia 3 de outubro, às 15h30, pelo Google Meet, vamos conversar sobre o capítulo 13:

Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes.

Vamos refletir sobre os segredos que carregamos, a vergonha, as feridas, a importância de encontrar voz para aquilo que ficou silenciado e o significado das cicatrizes que fazem parte da nossa história.

Será um encontro de reflexão, escuta e partilha a partir de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

03 de outubro
15h30
Google Meet - se inscreva, somente pelo whatsApp.

Talvez algumas lágrimas não venham para nos afundar. Talvez venham justamente para colocar novamente em movimento aquilo que, dentro de nós, estava parado.

 🌿 Com carinho,

#mulheresquecorremcomoslobos #clarissapinkolaestés #capitulo13 #Autoconhecimento #Relacionamentos #CuraEmocional #LibertaçãoEmocional  #Reflexão #Ressignificação #BethCastrotaróloga #literaturaemocional #rodademulheressabiasefortes #reflexão #bhtarot #bethcastroterapias #rodadeconversavirtual #rodavirtual #rodademulheres #mulherajudamulher #mulherinteligente #forçafeminina #psicologiaarquetípica #vivênciastransformadoras #mulherselvagem #desapego #encerramentodeciclo #espiritualidade #pazinterior # #ProcessosDeCura #SabedoriaFeminina #Limites #Transformação #clãdascicatrizes #marcasdecombate  #rodaterapêutica  #saúdeemocional #psicologiafeminina #curaemocional #femininoselvagem #mulheresquesecuram #históriasdemulheres #desenvolvimentopessoal #Vergonha #Segredos  #FeridasEmocionais #CicatrizesDaAlma #MulheresEmProcesso #DesenvolvimentoPessoal #FemininoSelvagem    #escutaempática #vozfeminina #vergonha #mulherexausta #mulhercansada #coraçãocomovido #roupasujaselavaemcasa #darnomeaoquesinto #seguiremfrente #cicatriz #luto

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - Marcas de Combate - Capítulo 13!

 

Dar nome ao que sentimos muda alguma coisa?

Às vezes sabemos que alguma coisa está errada, mas não conseguimos explicar exatamente o quê.

Sentimos um peso, uma angústia, uma irritação, uma tristeza que volta, um desconforto no corpo ou uma vontade de evitar determinados assuntos.

Mas ainda não conseguimos dizer:

“É isso que estou sentindo.”

No capítulo Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes, Clarissa Pinkola Estés trabalha justamente com a passagem do que estava silenciado para aquilo que finalmente encontra voz.

No conto da Mulher dos Cabelos de Ouro, aquilo que estava enterrado continua vivo. Os cabelos crescem, atravessam a terra, transformam-se em juncos, depois em flautas e finalmente em canção.

A canção representa aquilo que antes não podia ser dito encontrando uma forma de expressão. É nesse movimento que Clarissa relaciona a descoberta da própria voz ao início da recuperação psíquica. 

Mas dar nome ao que sentimos não significa que a dor desapareça imediatamente.

Dizer:

“Eu estou com raiva.”

“Eu me senti rejeitada.”

“Aquilo me humilhou.”

“Eu ainda sinto falta.”

“Eu estava com medo.”

não resolve automaticamente aquilo que aconteceu.

Mas pode mudar nossa relação com a experiência.

Porque existe diferença entre sentir alguma coisa sem compreender o que está acontecendo e conseguir reconhecer:

“É isso que está acontecendo dentro de mim.”

Quando uma experiência começa a ganhar palavras, ela deixa de existir apenas como uma sensação confusa.

Podemos observá-la.

Pensar sobre ela.

Perceber de onde veio.

Decidir o que fazer com ela.

E, se quisermos, compartilhá-la com alguém capaz de nos ouvir.

No seu roteiro do capítulo, essa ideia aparece de maneira muito clara: aquilo que estava escondido começa a poder ser visto, nomeado e compreendido, seja numa terapia, numa conversa com alguém de confiança, através da escrita ou em outra forma segura de expressão. 

Talvez por isso algumas pessoas digam:

“Eu nem sabia que sentia isso até começar a falar.”

Não porque o sentimento tenha surgido naquele momento.

Ele já estava ali.

O que surgiu foi uma forma de reconhecê-lo.

E reconhecer não significa concordar com tudo o que sentimos.

Podemos sentir raiva e escolher não agir movidas por ela.

Podemos sentir culpa e perceber depois que aquela culpa nem nos pertence.

Podemos sentir vergonha e descobrir que ela nasceu muito mais do julgamento dos outros do que de um erro nosso.

Podemos sentir tristeza e entender que aquilo é parte de um luto que ainda precisa de cuidado.

Dar nome cria uma pequena distância entre:

“Eu sou isso”

e

“Eu estou sentindo isso.”

E essa diferença pode ser importante.

Porque talvez a emoção deixe de ocupar todo o espaço e passe a ser algo que podemos observar, compreender e cuidar.

Clarissa não propõe simplesmente “fale e tudo ficará bem”.

O movimento é mais profundo:

aquilo que estava enterrado encontra voz, aquilo que encontra voz pode ser reconhecido, e aquilo que pode ser reconhecido começa a ter a possibilidade de ser elaborado. 

Então talvez a pergunta não seja apenas:

“Dar nome ao que sentimos muda alguma coisa?”

Talvez seja também:

“O que dentro de mim ainda está procurando palavras?”

Nossa próxima roda, inscrições abertas!

No dia 3 de outubro, às 15h30, pelo Google Meet, vamos conversar sobre o capítulo 13:

Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes.

Vamos refletir sobre os segredos que carregamos, a vergonha, as feridas, a importância de encontrar voz para aquilo que ficou silenciado e o significado das cicatrizes que fazem parte da nossa história.

Será um encontro de reflexão, escuta e partilha a partir de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

03 de outubro
15h30
Google Meet - se inscreva, somente pelo whatsApp.

Talvez algumas lágrimas não venham para nos afundar. Talvez venham justamente para colocar novamente em movimento aquilo que, dentro de nós, estava parado.

 🌿 Com carinho,

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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - Marcas de Combate - Capítulo 13!

 


Roupa suja se lava em casa” — mas e quando ela nunca é lavada?

“Roupa suja se lava em casa.”

Muita gente cresceu ouvindo essa frase.

Ela costuma aparecer como um aviso: certos assuntos da família não devem sair de casa. Problemas, conflitos, dores e segredos precisam permanecer “entre nós”.

Mas existe uma contradição importante aí.

Porque, muitas vezes, aquilo que não pode sair de casa também não é realmente tratado dentro dela.

Ninguém conversa de verdade.

Ninguém pergunta como aquilo afetou cada pessoa.

Ninguém nomeia o que aconteceu.

Ninguém assume responsabilidades.

Ninguém sabe muito bem o que fazer com aquela dor.

Então a “roupa suja” não é lavada.

Ela apenas fica guardada.

Clarissa Pinkola Estés chama atenção justamente para isso em Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes. Ela mostra que algumas famílias mantêm determinados assuntos em silêncio, mas esse silêncio não resolve aquilo que aconteceu.

E, muitas vezes, uma única mulher acaba carregando conscientemente uma dor que também pertence à história de outras pessoas.

É como se alguém dissesse:

“Não fale sobre isso.”

Mas também não dissesse:

“Vamos cuidar disso juntas.”

E existe uma grande diferença entre essas duas coisas.

Manter algo em privacidade pode ser saudável.

Mas transformar uma dor em segredo obrigatório pode fazer com que quem sofreu fique ainda mais sozinha.

Às vezes todos sabem que existe alguma coisa errada.

Todos percebem.

Todos sentem.

Mas ninguém toca no assunto.

E aquilo começa a atravessar gerações em forma de silêncio, tensão, vergonha, culpa ou histórias contadas apenas pela metade.

Talvez por isso algumas mulheres cresçam sentindo pesos que nem conseguem explicar direito.

Pesos que não começaram nelas.

Histórias que pertencem à família inteira, mas que ficaram depositadas sobre uma única pessoa.

Isso não significa que tudo precise ser exposto publicamente.

Também não significa que toda família precise conversar sobre tudo o tempo todo.

Significa apenas reconhecer que silêncio não é a mesma coisa que elaboração.

Uma história não deixa de existir porque ninguém fala sobre ela.

Às vezes, ela só fica mais difícil de compreender.

Talvez a pergunta seja:

Na sua família, existem assuntos que “não podem sair de casa” — mas que também nunca puderam ser realmente conversados dentro dela?

Porque talvez o problema não seja lavar a roupa suja fora de casa.

Talvez o problema seja passar anos fingindo que ela nunca precisou ser lavada.

Nossa próxima roda, inscrições abertas!

No dia 3 de outubro, às 15h30, pelo Google Meet, vamos conversar sobre o capítulo 13:

Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes.

Vamos refletir sobre os segredos que carregamos, a vergonha, as feridas, a importância de encontrar voz para aquilo que ficou silenciado e o significado das cicatrizes que fazem parte da nossa história.

Será um encontro de reflexão, escuta e partilha a partir de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

03 de outubro
15h30
Google Meet - se inscreva, somente pelo whatsApp.

Talvez algumas lágrimas não venham para nos afundar. Talvez venham justamente para colocar novamente em movimento aquilo que, dentro de nós, estava parado.

 🌿 Com carinho,

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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - Marcas de Combate - Capítulo 13!

 



O que significa escutar alguém com o coração comovido?

Nem sempre quem fala sobre uma dor precisa de conselho.

Às vezes, precisa apenas encontrar alguém que consiga permanecer ali.

No capítulo Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes, Clarissa Pinkola Estés fala sobre a importância de encontrar alguém capaz de “escutar com o coração comovido”.

Para ela, isso significa conseguir ser tocada pela dor do outro, sentir aquela “fisgada no coração”, mas sem perder o controle.

Ou seja, não é uma escuta fria.

Mas também não é uma escuta em que quem ouve se desorganiza tanto que a pessoa que está sofrendo acaba precisando cuidar de quem deveria estar acolhendo.

Escutar com o coração comovido é conseguir dizer, mesmo sem palavras:

“Eu estou aqui.”

“Eu entendo que isso te marcou.”

“Você pode falar.”

E talvez isso pareça simples, mas nem sempre é.

Quando alguém conta uma dor, muitas vezes sentimos vontade de diminuir aquilo, tentar resolver rápido ou encerrar o assunto:

“Esquece isso.”

“Segue sua vida.”

“Não pensa mais nisso.”

“Já passou.”

Só que, para quem está falando, essas respostas podem soar como:

“O que você sentiu não é tão importante assim.”

Clarissa mostra justamente o contrário.

Parte da recuperação da vergonha pode acontecer quando uma história finalmente encontra alguém que não julga, não minimiza e não foge daquilo que está sendo contado.

Isso não significa concordar com tudo.

Também não significa assumir a dor do outro como se fosse nossa.

Significa conseguir permanecer emocionalmente presente.

Escutar de verdade talvez seja uma das formas mais profundas de cuidado.

Porque algumas pessoas passaram anos tentando encontrar coragem para dizer:

“Isso aconteceu comigo.”

E, quando finalmente conseguem falar, talvez a resposta de que mais precisem seja simplesmente:

“Eu ouvi você.”

Talvez a pergunta que fique, seja:

Quando alguém nos conta uma dor, estamos realmente escutando — ou apenas esperando a nossa vez de responder?


Nossa próxima roda, inscrições abertas!

No dia 3 de outubro, às 15h30, pelo Google Meet, vamos conversar sobre o capítulo 13:

Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes.

Vamos refletir sobre os segredos que carregamos, a vergonha, as feridas, a importância de encontrar voz para aquilo que ficou silenciado e o significado das cicatrizes que fazem parte da nossa história.

Será um encontro de reflexão, escuta e partilha a partir de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

03 de outubro
15h30
Google Meet - se inscreva, somente pelo whatsApp.

Talvez algumas lágrimas não venham para nos afundar. Talvez venham justamente para colocar novamente em movimento aquilo que, dentro de nós, estava parado.

 🌿 Com carinho,

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