Carnaval
como rito, corpo e verdade!
Hoje sábado de Carnaval e com ele uma energia
intensa começa a circular no ar.
As ruas se enchem de cores, sons, corpos em movimento e
emoções à flor da pele. Para muitos, é apenas festa. Para outros, é excesso.
Mas, num olhar mais profundo, o Carnaval é um rito ancestral.
Historicamente, o Carnaval sempre foi um
momento de suspensão das regras, de inversão simbólica, de liberação do
corpo e da voz. Um tempo em que aquilo que é contido durante o ano encontra uma
brecha para se expressar. E é exatamente aí que mora sua potência — e também
seu risco.
O desejo aparece.
A sombra também.
Por isso, mais do que julgar ou romantizar, o
convite que faço é à consciência.
Como você atravessa esse período?
Você se abandona ou se escuta?
Você se perde ou se permite viver com presença?
Há quem precise da dança para se lembrar que
está vivo.
Há quem precise do recolhimento para não se violentar internamente.
Ambos estão certos — quando há verdade.
O Carnaval pode ser celebração, mas também
pode ser um espelho.
Ele revela o quanto sabemos colocar limites, o quanto respeitamos nosso corpo,
nossos afetos e nossa energia vital.
Que neste Carnaval você escolha o que te
nutre.
Que saiba dizer “sim” sem se trair.
E dizer “não” sem culpa.
Que honre o seu ritmo — seja ele de festa ou de silêncio.
Porque espiritualidade também é saber quando
ir para a rua e quando voltar para dentro.
Bom carnaval!
Com carinho,



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