sábado, 8 de agosto de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - As Deusas Sujas- Mae West!

 




Mae West: a mulher que transformou irreverência em liberdade!

No Capítulo 11 de Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés fala sobre as “Deusas Sujas”: figuras femininas que utilizam o corpo, o humor, a sensualidade e a espontaneidade para romper a rigidez e devolver vitalidade à mulher.

Nesse contexto, a autora menciona Mae West, atriz, dramaturga e roteirista norte-americana conhecida por sua inteligência, sensualidade e humor provocador.

Mae West não era uma deusa antiga, mas representava, no mundo moderno, a mesma força irreverente presente em Baubo e em outras personagens do capítulo.

Uma mulher que não aceitava permanecer em silêncio!

Mae West viveu em uma época em que as mulheres eram cobradas para serem discretas, delicadas e obedientes. Falar abertamente sobre desejo e sexualidade feminina era considerado impróprio.

Ela escolheu outro caminho.

Usava frases de duplo sentido, humor e sensualidade para questionar a falsa moralidade de seu tempo. Em vez de aceitar que o corpo feminino fosse tratado como motivo de vergonha, mostrava uma mulher consciente da própria presença, da própria voz e de seus desejos.

Sua irreverência incomodava porque ela não representava a mulher ingênua esperando ser escolhida. Mae West aparecia como alguém que fazia suas escolhas, ocupava espaço e não pedia desculpas por sua sensualidade.

Por que Clarissa menciona Mae West?

Clarissa menciona Mae West porque suas frases provocavam um tipo de riso que quebrava a rigidez.

Era um humor relacionado ao corpo, ao desejo e à sexualidade — justamente os assuntos que muitas mulheres aprenderam a evitar para parecerem bem-educadas.

Ao ouvir uma frase irreverente, a mulher pode inicialmente sentir vergonha ou constrangimento. Depois, pode rir. Nesse momento, algo se solta: a respiração fica mais livre, o corpo relaxa e a obrigação de manter uma postura sempre correta perde parte de sua força.

Esse é um dos ensinamentos das “Deusas Sujas”: o riso pode abrir espaço onde antes existiam repressão, vergonha e excesso de controle.

Quando a boa educação se transforma em prisão!

Clarissa não critica a educação, o respeito ou os limites. O problema começa quando a chamada “boa educação” exige que a mulher esconda permanentemente o que sente.

Muitas mulheres aprenderam a controlar:

  • a voz;
  • o riso;
  • os gestos;
  • a sensualidade;
  • a raiva;
  • o desejo;
  • a forma de ocupar o próprio corpo.

Elas podem passar a vida tentando parecer corretas, mesmo quando, internamente, estão cansadas, insatisfeitas ou desconectadas de si mesmas.

Mae West representa a mulher que rompe esse silêncio. Ela mostra que ser respeitável não precisa significar ser apagada.

Ser sensual não é viver para agradar!

A sensualidade de Mae West não estava baseada apenas em ser desejada. Ela utilizava a própria imagem e o humor como formas de expressão e poder pessoal.

Essa diferença é importante.

A sensualidade vivida apenas para receber aprovação pode afastar a mulher de si mesma. Já a sensualidade consciente nasce da relação que ela estabelece com o próprio corpo, com seus desejos e com seus limites.

Reconhecer a própria sensualidade não significa estar sempre disponível, exposta ou interessada sexualmente. Significa não tratar o corpo como inimigo e não considerar o desejo feminino algo necessariamente vergonhoso.

Mae West e as “Deusas Sujas”!

O termo “suja”, nesse capítulo, não significa indigna ou inferior. Ele representa aquilo que foi colocado no lugar da vergonha e escondido pelas normas sociais.

As “Deusas Sujas” recuperam a mulher que:

ri sem pedir desculpas;

fala sobre o que vive;

reconhece seus desejos;

estabelece limites;

ocupa espaço;

e não precisa esconder sua vitalidade para ser respeitada.

Mae West representa essa energia porque se recusava a separar completamente humor, inteligência, corpo e sensualidade.

Ela não utilizava o humor apenas para provocar. Suas falas também revelavam as contradições de uma sociedade que aceitava o desejo masculino, mas condenava a mulher que reconhecia o próprio desejo.

O que Mae West pode ensinar às mulheres de hoje?

Ainda hoje, muitas mulheres temem ser consideradas vulgares, exageradas, inadequadas ou “difíceis” quando se expressam com liberdade.

Mae West nos lembra que existe uma diferença entre vulgaridade e autenticidade.

Ser autêntica não significa agir sem consciência ou desrespeitar os outros. Significa não abandonar a própria voz apenas para ser aceita.

A mulher inteira não precisa escolher entre ser respeitada e ser sensual, entre ser profunda e ter senso de humor, entre possuir espiritualidade e habitar plenamente o próprio corpo.

Essas dimensões podem existir juntas.

Uma reflexão!

Em que situações você controla seu riso, sua voz ou seus sentimentos para parecer adequada?

Que parte de sua espontaneidade foi silenciada pelo medo do julgamento?

Você consegue reconhecer sua sensualidade sem precisar provar nada a ninguém?

Mae West representa uma mulher que transformou aquilo que poderia ser usado para envergonhá-la em expressão, inteligência e liberdade.

Talvez seja por isso que Clarissa a aproxima das “Deusas Sujas”: porque ela nos recorda que o corpo, o humor e a sensualidade feminina não precisam permanecer escondidos.

A verdadeira liberdade começa quando a mulher deixa de confundir respeito com silêncio e maturidade com repressão.

Quer aprofundar essa conversa com a gente?

No dia 15 de agosto, às 15h30, teremos nossa próxima Roda de Mulheres pelo Google Meet, aprofundando essas reflexões sobre sexualidade, liberdade, irreverência, corpo e a força da Mulher Selvagem.

Será um espaço de troca, escuta e reflexão entre mulheres, onde cada experiência também pode ampliar a compreensão do capítulo.

Data: 15/08/2026
Horário: 15h30
Encontro: Google Meet
Valor: R$ 35,00

Venha para a roda. Talvez alguma parte sua também esteja esperando esse encontro para voltar a rir, sentir e se reconhecer.

🌿 Com carinho,

Vivências Transformadoras.

Terapeuta Integrativa & Taróloga

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