quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - As Deusas Sujas -Uma Viagem a Ruanda!

 






Uma Viagem a Ruanda: quando o riso das mulheres desperta a curiosidade!

Antes de apresentar a história que dá nome ao trecho Uma Viagem a Ruanda, Clarissa Pinkola Estés começa com uma lembrança de sua própria infância.

Ela conta que tinha cerca de 12 anos e estava com a família no Lago Big Bass, no norte de Michigan. Depois de prepararem as refeições para um grande grupo de pessoas, sua mãe, suas tias e outras mulheres da família finalmente descansavam ao sol, conversando, contando histórias e fazendo piadas.

Os homens estavam afastados, pescando e vivendo o próprio momento de descontração. Clarissa permanecia próxima das mulheres.

Até que, de repente, ouviu gritos e guinchos.

Assustada, correu para ver o que estava acontecendo.

Mas ninguém estava sofrendo.

As mulheres estavam gargalhando.

Riam tanto que mal conseguiam recuperar o fôlego. No meio das gargalhadas, uma das tias repetia uma frase que Clarissa não conseguia compreender:

“Cobriram o rosto... cobriram o rosto!”

E, cada vez que ela conseguia repetir aquilo, todas começavam a rir novamente.

Para uma menina de 12 anos, naturalmente surgiu a pergunta:

O que poderia ser tão engraçado?

A curiosidade diante do mundo das mulheres adultas!

No colo de uma das tias havia uma revista.

Mais tarde, quando as mulheres adormeceram ao sol, Clarissa pegou a revista e foi procurar a história responsável por toda aquela gargalhada.

Ali encontrou um relato relacionado à Segunda Guerra Mundial.

É nesse momento que começa propriamente a história apresentada por ela sob o título “Uma Viagem a Ruanda”.

Mas a cena que vem antes da história talvez seja tão significativa quanto o próprio relato.

Clarissa não começa falando de teorias sobre sexualidade, corpo ou humor. Ela começa mostrando mulheres juntas, relaxadas, rindo até perder o fôlego.

Não é um riso educado ou contido.

É um riso que toma o corpo.

Um riso compartilhado.

Um momento em que aquelas mulheres parecem simplesmente livres para achar graça, brincar e existir entre elas.

O riso como cumplicidade feminina!

Dentro do capítulo As Deusas Sujas, essa lembrança ganha um significado especial.

Há uma cumplicidade que nasce quando aquelas mulheres estão reunidas. Durante alguns instantes, elas não estão apenas cumprindo funções, preparando refeições ou atendendo às necessidades de outras pessoas.

Elas estão juntas.

Conversam.

Contam piadas.

Gargalham.

E Clarissa, ainda menina, observa aquela manifestação de uma feminilidade adulta que ela ainda não compreende completamente.

Sua curiosidade a leva a procurar a origem daquele riso.

Talvez seja também assim que muitos conhecimentos femininos atravessem gerações: não necessariamente por meio de grandes ensinamentos formais, mas por histórias, conversas, brincadeiras, observações e perguntas que uma mulher desperta na outra.

“Mas por que elas estavam rindo tanto?”

Essa é justamente a força da introdução criada por Clarissa.

Primeiro, ela nos coloca no mesmo lugar em que esteve quando menina.

Ouvimos aquelas mulheres gargalhando.

Escutamos a frase:

“Cobriram o rosto!”

E ainda não sabemos o motivo.

A curiosidade de Clarissa passa a ser também a nossa.

É somente quando ela pega aquela revista que começamos a descobrir por que aquela história havia provocado uma reação tão intensa entre sua mãe e suas tias.

E talvez não seja por acaso que Clarissa inicia dessa maneira uma reflexão sobre as Deusas Sujas.

Antes de explicar o significado do riso, do corpo, da irreverência e da sexualidade feminina, ela nos mostra essas forças acontecendo diante dela.

Uma menina observa.

As mulheres riem.

E uma história começa a atravessar mais uma geração.

Às vezes, o conhecimento feminino também começa assim: com uma gargalhada que desperta uma pergunta.

E você, já viveu um momento em que uma história, uma conversa ou até uma gargalhada despertou algo que estava adormecido em você?

No dia 15 de agosto, às 15h30, teremos nossa Roda Terapêutica pelo Google Meet, dando continuidade ao Capítulo 11 de Mulheres que Correm com os Lobos — As Deusas Sujas.

Um encontro para conversar sobre corpo, riso, desejo, liberdade, limites, transformação e a força do feminino.

Inscrições abertas — vagas limitadas
Valor: R$ 35,00

Se sentir que esse tema conversa com você, venha participar.

🌿 Com carinho,

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