sábado, 26 de setembro de 2026

Mulheres Que Correm Com os Lobos - Marcas de Combate - Capítulo 13!

 


Nem toda vergonha nasceu de um erro!

Às vezes carregamos vergonha por situações em que, na verdade, não fizemos nada de errado.

No capítulo Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes, Clarissa Pinkola Estés faz uma distinção importante: existem segredos ligados a erros realmente cometidos, mas existem também aqueles que nascem do julgamento da família, da religião, da cultura ou da sociedade.

Durante muito tempo, por exemplo, uma mulher que engravidasse sem estar casada poderia carregar uma enorme vergonha. Talvez ela não sentisse que havia cometido algo terrível, mas aprendia, através do olhar dos outros, que aquela situação deveria ser escondida.

E isso pode acontecer de muitas formas.

Às vezes a vergonha aparece porque vivemos algo que nossa família considerava inaceitável. Porque fizemos uma escolha diferente daquilo que esperavam de nós. Porque permanecemos numa relação que depois percebemos que nos fazia mal. Porque fomos rejeitadas. Porque nosso corpo mudou. Porque adoecemos. Porque fracassamos em alguma coisa. Ou simplesmente porque nossa história não correspondeu ao modelo que aprendemos que deveria ser seguido.

Então, em vez de pensarmos:

“Eu fiz algo errado.”

podemos estar carregando silenciosamente outra mensagem:

“Existe algo em mim que não pode ser mostrado.”

E essa diferença é muito importante.

Quando realmente prejudicamos alguém, reconhecer nossos atos, assumir responsabilidade e, quando possível, reparar aquilo que fizemos faz parte do amadurecimento.

Mas outra coisa é passar anos se condenando por uma experiência que se tornou vergonhosa principalmente porque alguém nos ensinou que deveríamos ter vergonha dela.

Clarissa mostra ao longo do capítulo como determinadas experiências, quando permanecem fechadas e cercadas de vergonha, podem exigir muita energia para continuarem escondidas. A mulher tenta não lembrar, não falar, não sentir, não deixar que os outros percebam. E aquilo que deveria ocupar apenas uma parte de sua história começa a ocupar muito espaço dentro dela.

Talvez uma pergunta importante seja:

Essa vergonha realmente nasceu de algo que eu fiz ou nasceu da forma como outras pessoas olharam para o que eu vivi?

Nem sempre a resposta será simples.

Mas começar a fazer essa distinção pode mudar a maneira como olhamos para a nossa própria história.

Porque reconhecer uma experiência não significa aprová-la, justificá-la ou fingir que ela não teve consequências.

Significa apenas poder olhar para ela com mais verdade.

Talvez algumas histórias precisem de responsabilidade.

Outras precisam de perdão.

E algumas precisam, principalmente, que a mulher perceba:

“Eu passei anos sentindo vergonha por algo que nunca deveria ter me feito acreditar que eu valia menos.”

Nem toda vergonha nasceu de um erro.

E talvez parte do nosso caminho seja justamente descobrir quais vergonhas realmente nos pertencem — e quais foram colocadas sobre nós.


Nossa próxima roda, inscrições abertas!

No dia 3 de outubro, às 15h30, pelo Google Meet, vamos conversar sobre o capítulo 13:

Marcas de Combate: A participação no Clã das Cicatrizes.

Vamos refletir sobre os segredos que carregamos, a vergonha, as feridas, a importância de encontrar voz para aquilo que ficou silenciado e o significado das cicatrizes que fazem parte da nossa história.

Será um encontro de reflexão, escuta e partilha a partir de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

03 de outubro
15h30
Google Meet - se inscreva, somente pelo whatsApp.

Talvez algumas lágrimas não venham para nos afundar. Talvez venham justamente para colocar novamente em movimento aquilo que, dentro de nós, estava parado.

 🌿 Com carinho,

#mulheresquecorremcomoslobos #clarissapinkolaestés #capitulo13 #Autoconhecimento #Relacionamentos #CuraEmocional #LibertaçãoEmocional  #Reflexão #Ressignificação #BethCastrotaróloga #literaturaemocional #rodademulheressabiasefortes #reflexão #bhtarot #bethcastroterapias #rodadeconversavirtual #rodavirtual #rodademulheres #mulherajudamulher #mulherinteligente #forçafeminina #psicologiaarquetípica #vivênciastransformadoras #mulherselvagem #desapego #encerramentodeciclo #espiritualidade #pazinterior # #ProcessosDeCura #SabedoriaFeminina #Limites #Transformação #clãdascicatrizes #marcasdecombate  #rodaterapêutica  #saúdeemocional #psicologiafeminina #curaemocional #femininoselvagem #mulheresquesecuram #históriasdemulheres #desenvolvimentopessoal #Vergonha #Segredos  #FeridasEmocionais #CicatrizesDaAlma #MulheresEmProcesso #DesenvolvimentoPessoal #FemininoSelvagem    

Nenhum comentário:

Postar um comentário